Lembrar recebe pesquisadora que estudou a Feira das Yabás no Rio de Janeiro

Na reunião de novembro de 2020, o Lembrar contou com a participação da pesquisadora Adelaide Chao, que estudou em seu doutorado a Feira das Yabás, para discutir seu artigo Sociabilidade e consumo da Feira das Yabás: uma observação entre práticas culturais, memória e tradição, publicado na edição de janeiro/abril de 2020 na Revista Diálogo (clique aqui para acessar o artigo na íntegra).

Reunião Lembrar de novembro/2020 por plataforma virtual

A Feira das Yabás é um evento de gastronomia e música que acontecia, até 2017, no segundo domingo de cada mês na Praça Paulo da Portela em Oswaldo Cruz (bairro do subúrbio carioca) desde 2008 e que reproduzia a culinária de quintal através de matriarcas tradicionais da região da Grande Madureira. De 2017 a 2019, a Feira passou por uma instabilidade em função de limitações impostas pelo Prefeito Marcelo Crivella para a autorização de funcionamento, e se preparava para voltar a ser mensal em 2020, quando a pandemia de coronavírus eclodiu.

No artigo, Chao, que é publicitária e doutora em Comunicação pela UERJ, defende que existe um apelo da memória no consumo da Feira das Yabás, pois as pessoas buscam no evento a “comida de quintal”, numa alusão às refeições caseiras feitas na casa das avós. Segundo a pesquisadora, os frequentadores vão à feira para lembrar – de uma comida, de alguém, de algum lugar. A “comida de subúrbio” ressignificada na Feira das Yabás se identifica (ou combina) com o espaço da rua, como explica a pesquisadora.

Em 2018, a Feira das Yabás foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. O título, entretanto, não impediu que o evento enfrentasse problemas para sua realização e durante a pandemia não se traduziu em apoio para as mulheres que lideram as barracas na feira.

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